sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Capítulo XIII O Evangelho Segundo o Espiritismo

No Domingo (02/12) o conteúdo estudado foi o capítulo XIII do Evangelho Segundo o Espiritismo (1–16). Nesse capítulo, vimos que a caridade é feita de muitas meneiras, pode ser por pensamento, por palavras.
A caridade moral "consite em se suportar uns aos outros" e não impede a outra, que seria a caridade material. "A caridade é a virtude fundamental que deve sustentar todo o edifício das virtudes terrestres; sem ela, as outras não existem. Sem a caridade não há esperança num futuro melhor, nem interessemoral que nos guie; sem a caridade não há fé, porque a fé não é senão um raio puro que faz brilhar uma alma caridosa". Sem a caridade não a fé, visto que a "caridade e a esperança são corolários da fé".
Foi discutido também o que é "obra". A conclusão foi de que obra é qualquer ação seja ela boa ou má. Entretanto, não me recordo como foi que chegamos a essa conclusão, por isso peço para que todos participem do blog, lembrando-me o porquê de obra ser qualquer ação.

Beijoss, por favor participem!!

11 comentários:

Anônimo disse...

Então achei muito pertinente colocar a parte do Evangelho que diz "Sem a caridade não há fé", pois fiquei sabendo que gerou confusões... como eu faltei no dia deste estudo tentarei expressar o que entendi, por favor corrijam-me e complementem o que eu disser...
Bom entendi que são todas relacionadas entre si, então posso dizer que a fé não existe sem a esperança, assim como posso dizer da caridade, como também posso dizer que a caridade não existe sem a fé, pois é uma a consequencia da outra...
A respeito das obras, se não me engano em algumas passagens de Thiago chegamos a conclusão de obra...

Anônimo disse...

HA! QUEM PUDER POSTAR SOBRE A GENESE, POIS FALTEI NO ESTUDO...
OBRIGADA
BEIJOS

André disse...

Olá,

Caridade moral é "suportar uns aos outros"??? SUPORTAR??? O que quer dizer com esse termo? Dar suporte? Ou tolerar?

Sobre o conceito, chegamos a ele a partir de questionamentos sobre o que diferenciaria as obras em um sentido restrito de qualquer ação. Não achamos diferença fundamental. Logo se chamamos obra as ações boas e remetidas a fé (sentido forte), também qualquer ação partilha da mesma natureza, ainda que de forma imperfeita. Ou seja, qualquer ação nosso, por menor, ou mais insiginificante, que seja está vinculada, e resulta, de alguma crença nossa (fé no sentido fraco). Outra evidência neste sentido é a identificação de obras com os frutos da passagem da figueira. Assim reconhecer a árvore pelos frutos assume que possam haver bons e maus frutos, e também ausencia de frutos (que já seria sinal de uma má árvore). Desta forma é que se concluiu que deveriamos assumir o termo obra em uma acepção mais geral. Isso não impede (muito pelo contrário, mesmo indica em favor) que se classifique as obras por si mesmas, entre boas e más (incluido a ação de nada fazer) e por sua determinação de origem, ou seja, pela classificação da fé (fraca ou forte) que a determina.

Vale destacar que a partir deste conceito de obra, e do conceito de fé anteriormente encontrado, não é possível supor que haja fé sem obra, e, tampouco, obras sem fé. Ainda que seja a obra de nada fazer, e a fé em uma forma muito fraca (como crença puramente irracional).

Lembro-me também de termos discutido, ainda que de modo rápido, a questão da sequência temporal em que elas aparecem, e sobre a primazia de uma sobre a outra. Chegamos a conclusão que a caridade é "virtude fundamental" porque está presente em todas as virtudes (assim como o egoísmo é vício raiz por estar presente me todos os vícios), mas que isso não determina antecedencia temporal. E que a fé é mãe da caridade e da esperança mais em sentido lógico do que em sentido temporal. Em última instância não parece razoável supor antecedencia de qualquer lado, já que, pelas próprias definições assumidas, jamais observamos uma antes da outra. A não ser no sentido de mesmo nas más árvores encontrarmos fé (ainda que no sentido fraco) e somente no homem moral (evoluído) encontrarmos caridade. Ou seja, é possível encontrar um homem com fé (sentido fraco) sem caridade (e talvez sem qualquer virtude), mas não um homem com caridade e sem fé. Desta forma a inexistência de antecedente temporal ficaria restrita ao caso de uma crença específica e a obra determinada por ela. Mas ao comparar a crença em relação a caridade, encontramos a fé no homem antes de que haja alguma caridade. Seria isso devido ao fato de a fé ser a "assinatura do criador na criatura"?

Abraços

André disse...

Tami,

Não me lembro de em nenhum lugar ter encontrado que não pode haver fé sem esperança, ou caridade sem esperança. Mas me parece razoavel concluir isso se pensamos na fé (sentido forte) e na caridade. Afinal, sem esperança de que o bem prevaleça nas ações de todos, e por isso no mundo, por que eu agiria com caridade? E por outro lado como posso ter certeza de Deus justo e bom, sem com isso esperar que suas leis sejam todas justas e boas?
No entanto, fica claro que há anterioridade da fé com relação da esperança, ao menos eu não consegui pensar o contrário. E mesmo a caridade me parece mais ligada a fé do que a esperança.
Quero dizer, há com certeza relação entre as três. Mas ouso dizer que a esperança é a menor das três por ser posterior à fé e só estar ligada a caridade de forma indireta.
O que acha?

Beijos

Anônimo disse...

Se algo depende de mim apenas, que eu tenha Fé e faça. A esperança existirá em relação ao fim que espero, quando parte que possibilita a construção do que desejo não pertence a mim. Mas, seria um erro ter esperança e não contribuir para concretização do fim, quando parte cabe a minha função, ser ativo e colaborar. Estava pensando nisso, comentem.

André disse...

Paulão,

Concordo plenamente. Só será coerente esperar 'parado' se minha fé tem como conteudo a minha insuficiencia máxima e a providência divina muito ativa. Ainda assim deverá haver algum rito que cabe a mim fazer para merecer a providência divina. Como no caso de uma certa crença que diz que para ser salvo basta saber falar o nome de Deus nas 7 linguas sagradas na hora do julgamento final. O máximo que tenho que fazer é aprender o nome nas 7 línguas... de resto fico em espera...
Mas de qualquer forma, a esperança é totalmente dependente da fé... e portanto, não parece merecer o mesmo estatuto da fé e da caridade, ambas superiores.
O que acha?

Abraços

Anônimo disse...

Ao Paulão (lindãooo), André (queridãooo) e Tamires (Tamizinhaaa),

Não entendo o motivo de ter que existir algum rito para merecer a providência divina. Será que o caminho não seria justamente atingir o "processo" (amar a todos e a Deus)?

Anônimo disse...

Ao Queridãooo!

Acho q essa caridade moral seria de tolerar mesmo! Pois o "tolerar" seria ser indulgente com o próximo.
* O que acha queridão?

André disse...

Queridoníssima! (eita palavra feia!)

O caso do rito que eu falei é o exemplo máximo (que consigo pensar) de uma fé que ao invés de induzir à ação, induz apenas a uma esperança imensa que gera inação. Com certeza essa não é uma boa fé. Foi só para exemplificar o que o Paulão disse no comentário dele. Desde o início eu concordei com ele!
Ficou mais claro?

Beijos

André disse...

Então queridona.

Seus termos péssimos. Tolerar me remete à um comportamento de descaso e não de caridade. Não será preciso a mim tolerar ninguém se eu o conheço (e conheço ele pq me conheço), pois então eu compreendo, não tolero.
Parece que quando eu tolero é pq me sinto incomodado mas, ajo como se não estivesse incomodado, contemporizo, desconsidero... Mas se eu conheço eu não me incomodo, eu compreendo e isso quer dizer que eu não desconsidero, eu me envolvo e ajudo, pq ajo conforme a justiça - fazer ao outro o que gostaria que me fosse feito.
Pode até ser que durante o processo, enquando ainda me incomodo pq não me conheço, a melhor ação seja a tolerância, e neste caso a indulgência se torna uma atitude executada pelo esforço. Mas, mais adiante, não há necessidade de tolerar, e nem me esforço para ser indulgente.
O que acha? (pra essa não tenho como fugir da pergunta)

Beijos

Anônimo disse...

Então André.

Entendi e concordo!E nossa é preciso muito esforço para ser indulgente com algumas atitudes...
Às vezes fico pensando sobre como fazer para se conhecer (o que já foi discutido em algumas reuniões), e não consigo achar que seja um processo fácil, acho difícil...nossa, e acho que não só esse processo é difícil, como também eu querer o processo. Entende?

Beijos

Steh