Livro Educação para a morte- J. Herculano Pires
Capitulo 1
O que percebemos é que essa parte é bem para introdutória, o autor faz um panorama histórico de como a morte foi perdendo sua naturalidade e passou a ser motivo de medo, de pavor. Apresenta que Jesus e Kardec trataram psicologicamente sobre a morte e a desmistificaram, tratando dela com clareza e com consolo, não da forma como era pregada na Idade Média que após a morte o individuo arderia no mármore do inferno.
E encerra o capitulo falando sobre como esse pensamento antigo e ruim sobre a morte influenciou o pensamento sobre Deus, um ser impiedoso e justiceiro.
Capitulo 2
O nome do capitulo já é bem claro Conceito atual da morte, mostra como aquele pensamento obscuro sobre a morte e Deus, apresentado no capitulo 1, sufocou a ciência e deu mais espaço para as superstições infundadas, desenvolvendo um pensamento de negação da morte, uma crença em que após a morte nada mais existe. Após Kardec varios outros estudiosos passaram a desenvolver pesquisas cientificas sobre a existência de um corpo mais sutil no homem, pesquisas sobre a mente do ser humana provando q existe algo mais que a nosso pequeno e limitado mundinho. Após tais fatos a morte é vista com outros, isso fica claro na frase de Victor Hugo " Morrer não é morrer, é apenas mudar-se."
Depois o autor comenta sobre a necessidade de educar nossos sentimentos latentes sobre a transcendência, de que a vida não termina aqui e também não começou aqui e agora. E também sobre a necessidade de racionalizar, de pensar sobre as varias informações, superstições q nos são passadas ao longo dos tempos. Comenta que a morte é necessária para a renovação dos elementos naturais, das culturas e dos povos.
Leiam os capitulos, e sintam-se a vontade para me complementar.
Abraços e até breve.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Educação para a morte (cap. 1 e 2) - Estudo 28 de janeiro
Posted on 11:12 by COMERRP
Categories: COMERRP 2012, Estudos
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1 comentários:
Caros,
Por ora li apenas o capítulo 1. Sobre ele, penso que o mais importante seja destacar uma certa explicação da origem do medo da morte. Em alguma medida essa explicação parece ignorar algumas questões psicológicas. Podemos perguntar se a "síndrome do pânico", que se manifesta em situações extremas como medo da morte, poderia ser explica apenas por essa explicação que parece recorrer apenas uma história da ideias.
De qualquer modo, o texto segue por essa via, fazendo um sobrevoo dessa história social da relação com a morte. O percurso deixa clara uma posição progressista, no sentido de parecer assumir uma hierarquização das organizações sociais citadas. Desse modo, a civilização é que teria tornado a morte algo "estranho", "não-natural". Enquanto as sociedades "primitivas" tomariam a morte com maior naturalidade, talvez por sua visão de integração entre cultura e natureza.
Subjaz ao capítulo uma dura crítica à mercantilização das coisas espirituais, sobretudo da justiça divina.
É estranho que não parece haver progresso nesse sentido. Mas poderíamos supor uma relação de projeção, em que a relação com a morte toma forma específica dependendo da organização social de cada povo e época. O que me faz pensar em igrejas evangélicas atuais que "incorporaram" a lógica capitalista de forma bastante profunda e, até certo ponto, assumida.
Do mais, não encontrei esse foco no pensamento sobre Deus. Parece que a questão fica restrita a uma certa imagem da morte que tem origem em tentativas de negá-la material e espiritualmente. Deus parece ser coadjuvante nessa história. O que, até certo ponto, explicaria certa incoerência entre a apresentação de um Deus perfeito (o que inclui justiça, bondade, misericórdia) e as representações dantescas da morte.
Vejamos por onde segue o texto...
Abraços
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