1ª Parte: Filosofia da Educação
Capítulo IV: Fundamentos da Educação.
Levantamos, em um primeiro momento, que o melhor seria não educar como o estado (estado no sentido de educação pública) tem feito atualmente. Refletimos mais um pouco e chegamos a conclusão de que o estado pode até oferecer uma educação padronizada, isto é, igual para todos, mas nesse processo de educar os alunos/professores devem ter o direito de discordar sobre os conteúdos e sobre a forma. Assim, os destinatários não só receberiam os conteúdos, mas também os articularia de acordo com seus interesses.
Levantou-se uma questão de que nenhuma prática de educação é isenta de interesses. Pensando na COMERRP, concordamos, pois educamos segundo um interesse específico, isto é, a Doutrina Espírita. Porém, mesmo partindo de um objeto já delimitado, nós oferecemos a possibilidade de questionar tal objeto, de questionar o Espiritismo. Assim, os participantes poderão ter mais certeza de sua opção religiosa/filosófica/científica, pois terão chegado às conclusões descritas pela doutrina através de sua razão.
Dora faz uma distinção entre Educação e Instrução. Para ela, educar é passar os conteúdos científicos e também educar moralmente, já instrução é somente transmitir os conteúdos científicos. Entretanto, José Pacheco discorda de Dora, afirmando que não existe educação sem instrução nem vice-versa. Segue a pergunta em que o pedagogo responde sobre a diferenciação:
"Estação 'D' – Costuma-se diferenciar os conceitos de Educação e Ensino. Você poderia apontar brevemente as diferenças que vê entre eles? Pacheco - Eu penso que divides aquilo que é uno. Pode haver ensino sem haver educação? É uma pergunta que faço a mim próprio. Eu creio que não, que as coisas estão juntas. Ainda estamos muito herdeiros de uma mentalidade cartesiana. Poderão dizer: “mas pode-se ensinar e não educar.” Não acredito, porque quando há ensino temos uma relação entre dois seres, não é? Uma relação, influência. E se há influência, há educação. Poderá não ser tão perceptiva quanto aquela que é intencional. Mas educação e ensino para mim, não tem nada de diferente aí. É um todo. Penso que hoje é preciso mesmo pensar assim, deixar dessa conceituação espartilhada e começar a compreender que todo ato humano, sendo uma ato de relação, é um ato de educação. Perguntarão “mas é provável que em uma dessas relações não haja ensinamento, não haja ensino”. Eu não acredito. Porque mais do que aquilo que nós dizemos, nós transmitimos aquilo que somos. Portanto, há também educação. Pode é não ser intencional."
Dora dá uma definição de educação que está mais voltada para o moral e de uma forma idealizada. A pedagoga adota a citada definição de Educação como a única possível para haver educação. Porém, existem outro tipos de Educação, talvez, as possamos definir como boas ou ruins segundo os parâmetros que adotamos, mas não existe apenas um tipo de educação.
Seria importante buscarmos textos de sociólogos que investigam a Educação, como ela tem se dado ao longo da história da humanidade. Assim não adotaríamos uma concepção idealizada de educação.
A autonomia, para Kant, só pode ser boa, nunca ruim, pois o filósofo parte do princípio de que todos os seres humanos tem a mesma capacidade de raciocínio, então ao se interrogarem sobre alguma dúvida, todos deveriam chegar a mesma resposta. Porém, não podemos adotar completamente a visão do filósofo, já que o Espiritismo, sendo nosso ponto de partida, prega que cada um possui sua própria razão, suas motivações particulares de acordo com seu grau evolutivo, logo não há como saber a razão de cada sujeito vivo.
O mais perto que podemos chegar da "resposta em comum", prevista por Kant, é ao discutir democraticamente uma questão da ordem coletiva. Talvez, assim surja a melhor resposta para aquele grupo naquele momento.
Indicação de leitura:
Uma autonomia que mais se aproxima do Espiritismo, o auto é niilista, então olhem o texto criticamente.. Sartre, O existencialismo é um humanismo.
Para mais explicações sobre a filosofia de Immanuel Kant entrem em contato com André Guedes.
Levantou-se uma questão de que nenhuma prática de educação é isenta de interesses. Pensando na COMERRP, concordamos, pois educamos segundo um interesse específico, isto é, a Doutrina Espírita. Porém, mesmo partindo de um objeto já delimitado, nós oferecemos a possibilidade de questionar tal objeto, de questionar o Espiritismo. Assim, os participantes poderão ter mais certeza de sua opção religiosa/filosófica/científica, pois terão chegado às conclusões descritas pela doutrina através de sua razão.
Dora faz uma distinção entre Educação e Instrução. Para ela, educar é passar os conteúdos científicos e também educar moralmente, já instrução é somente transmitir os conteúdos científicos. Entretanto, José Pacheco discorda de Dora, afirmando que não existe educação sem instrução nem vice-versa. Segue a pergunta em que o pedagogo responde sobre a diferenciação:
"Estação 'D' – Costuma-se diferenciar os conceitos de Educação e Ensino. Você poderia apontar brevemente as diferenças que vê entre eles? Pacheco - Eu penso que divides aquilo que é uno. Pode haver ensino sem haver educação? É uma pergunta que faço a mim próprio. Eu creio que não, que as coisas estão juntas. Ainda estamos muito herdeiros de uma mentalidade cartesiana. Poderão dizer: “mas pode-se ensinar e não educar.” Não acredito, porque quando há ensino temos uma relação entre dois seres, não é? Uma relação, influência. E se há influência, há educação. Poderá não ser tão perceptiva quanto aquela que é intencional. Mas educação e ensino para mim, não tem nada de diferente aí. É um todo. Penso que hoje é preciso mesmo pensar assim, deixar dessa conceituação espartilhada e começar a compreender que todo ato humano, sendo uma ato de relação, é um ato de educação. Perguntarão “mas é provável que em uma dessas relações não haja ensinamento, não haja ensino”. Eu não acredito. Porque mais do que aquilo que nós dizemos, nós transmitimos aquilo que somos. Portanto, há também educação. Pode é não ser intencional."
Entrevista publicada na Estação ‘D’ dia 22/07/09
Dora dá uma definição de educação que está mais voltada para o moral e de uma forma idealizada. A pedagoga adota a citada definição de Educação como a única possível para haver educação. Porém, existem outro tipos de Educação, talvez, as possamos definir como boas ou ruins segundo os parâmetros que adotamos, mas não existe apenas um tipo de educação.
Seria importante buscarmos textos de sociólogos que investigam a Educação, como ela tem se dado ao longo da história da humanidade. Assim não adotaríamos uma concepção idealizada de educação.
A autonomia, para Kant, só pode ser boa, nunca ruim, pois o filósofo parte do princípio de que todos os seres humanos tem a mesma capacidade de raciocínio, então ao se interrogarem sobre alguma dúvida, todos deveriam chegar a mesma resposta. Porém, não podemos adotar completamente a visão do filósofo, já que o Espiritismo, sendo nosso ponto de partida, prega que cada um possui sua própria razão, suas motivações particulares de acordo com seu grau evolutivo, logo não há como saber a razão de cada sujeito vivo.
O mais perto que podemos chegar da "resposta em comum", prevista por Kant, é ao discutir democraticamente uma questão da ordem coletiva. Talvez, assim surja a melhor resposta para aquele grupo naquele momento.
Indicação de leitura:
Uma autonomia que mais se aproxima do Espiritismo, o auto é niilista, então olhem o texto criticamente.. Sartre, O existencialismo é um humanismo.
Para mais explicações sobre a filosofia de Immanuel Kant entrem em contato com André Guedes.
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